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THE BOY NEXT DOOR...

por LA DIVA, em 15.09.14

... até pode ser um rato.

O vizinho da Raquel, por exemplo.

Já não aposto em nada!

 

 

 

...

 

‘Deixa-te lá de coisas! Aí há mas é boy next door!...

‘De contrário, estavas mas era a espernear...’

‘Diva!... Estás na prisão?...’

Nãoooo....

‘Que aconteceu?!...’

Nadaaa....

‘Como é po-ssí-vel?...’

Possível o quê, miúda?!...

‘Conta tudo...’

...tudo o quê, que raio?...

‘Não me deixes à espera para saber...’

... saberes o quê?....

‘Conta-me lá mas é o que aconteceu e deixa-te de tretas!’

 

Pronto, foi esta tirada da Raquel que estragou tudo.

É por causa dela que tenho de ficar fechada em casa por 10 dias.

Prisão domiciliária. É uma maneira elegante de ver as coisas.

Não deixa de ser uma pena pesada, digam lá o que disserem.

 

Já não se pode convocar um ‘meet’ de ajuda aos amigos sem que apareça logo a polícia.

 

Eu só queria ajudar a Raquel. E ela nem percebeu nada! O que não deixa de ser irónico. Quantas vezes não damos a vida pelos amigos e eles nem dão conta?... Podemos ir parar à prisão e eles nem darem por isso.

 

Como a Raquel.

Ficou tão babada a olhar para as cem pessoas a cantarem para ela, mesmo debaixo da casa dela, que nem reparou nos agentes infiltrados.

 

‘Claro que reparei!’, disse ela, indignada. ‘Mas pensei que fazia parte da encenação! Mas, afinal, como é que aquilo tudo aconteceu?’

 

Não lhe vou responder, que é para ela aprender.

 

A Raquel vai ter de desocupar a árvore.

Os vizinhos não a querem lá.

Então, eu pensei num ‘meet’ junto da árvore. Só para sensibilizar as pessoas sobre o caso dela. Está provado que as pessoas, quando se reúnem de forma espontânea, fazem coisas engraçadas. Às vezes, a coreografia é um bocado ensaiada. Mas no caso do meu meet, não. As pessoas só tinham recebido a senha, o GPS da árvore e a ordem “Cantar!”

 

A senha era ‘Meet me in St. Louis.

 

 

http://youtu.be/hmx1L8G25q4

 

E tinha tudo para ser um sucesso.

As pessoas puseram-se a cantar. Espontaneamente. Mas veio a polícia e estragou tudo.

De qualquer modo, a Raquel também já estava a pensar sair. Diz que uma carrinha velha, daquelas pão de forma, há de bem servir-lhe para casa. Como esta aqui, embora eu ache que ela preferiria o azul clarinho-anjo.

 

Gostos, claro!

 

 

Aquelas carcaças oxidadas de 30 anos podem ser desenterradas do cemitério da sucata e ressuscitadas para render uma pipa de massa. Uma pipa que nem a Raquel há de perceber de que madeira é feita, nem para que vinho... As casas com rodas, mesmo rodas velhas de sucata, hoje em dia, podem custar uma fortuna.

 

Mas a Raquel quer lá saber disso!

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publicado às 18:32



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