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SILHUETAS COM CHAPÉU DE ABA LARGA AINDA NÃO?!...

por LA DIVA, em 12.11.14

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Já se tornaram presença habitual nas lojas de moda feminina, mas, na maior parte das vezes, estão ainda confinados ao canto reservado aos acessórios. É talvez um sinal de que a mulher portuguesa não lhe presta ainda tanta atenção quanto a que reserva para malas ou sapatos.

 

Não é de admirar. Estas coisas demoram o seu tempo e, por natureza, somos do género discreto. E usar chapéu tem muito que se lhe diga.

 

Claro que tem.

 

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Para começo, ainda nos lembramos de que éramos ainda pequenas e a última coisa que queríamos era usar chapéu... por causa do sol.

 

Não, não era por causa do sol, era só porque não. E lá tínhamos as nossas razões, secretas.

 

Estas coisas marcam, ora, não?!

 

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E, depois, há outras pormenores, que quase sempre nos escapam.

 

O chapéu de aba larga não é apenas um objeto fashionista. É um objeto de culto. De culto do imaginário. E onde estes objetos existem, existe o mistério.

 

Ora, a portuguesinha era, pelo menos, até há umas duas gerações, ainda pequenina e trigueira.

 

Chapéu de aba larga, mas de palha, ou lenço é que ficavam bem. Ou mal.

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Quanto aos outros, bom, depois de ler o Eça e o famoso episódio das corridas de cavalos, uma certa elite ficou a achar que a cabeça portuguesa não tinha ponta de jeito, ou gosto, sei lá, para chapéus femininos.

 

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Já chapéus para homens, a conversa era outra.

 

Mas, adiante...

 

Hoje, a portuguesinha já não é tão pequenina assim, nem tão trigueirinha assim.

 

Não, agora já não.

Mas as ruas são conservadoras. Ainda não se habituaram a desestranhar o que em latitudes mais meridionais, é há muito uma marca de elegância e da feminilidade das próprias cidades.

 

Paris... Nova Iorque... Milão...

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Nova Iorque, outra vez...

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E, agora, DIVAS, vamos ver chapéus?...

 

 

Site Meter

publicado às 10:27

OSCAR de la RENTA 1932-2014

por LA DIVA, em 22.10.14

DIVINAS COMO O MAGO NOS SONHOU

 

O Mago romântico faleceu ontem aos 82 anos.

 

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No mundo da alta costura, são chamados de magos.

Seres únicos que recriam, vezes sem fim, a essência de uma mesma Mulher,

Escondendo-a depois, bem à vista de todos, enquanto, distraídos,

embasbacamos para algo que não sabemos explicar o que é.

 

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Não usam as palavras, como os poetas fazem.

Não são seres de impressões.

 

São seres de expressão e cores.

 

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Seres dos tecidos e dos sapatos e das malas e da joalharia.

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Dos sonhos.

 

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Das princesas.

 

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Das fábulas contadas a lápis e agulha e tesoura,

Que incessantemente

Desenham e cortam e cosem

 

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E colam.

Crianças grandes que nunca se cansam

De inventar.

 

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São seres do teatro, das aparições e das desaparições.

 

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E somos nós essa Mulher,

De cada vez que nos sonhamos

 

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Sonhada por um Próspero na sua Ilha de beleza.

De cada vez que um olhar nos fizer sentir o desejo de ser divinas.

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Tal como um Mago um dia nos Sonhou.

 

Site Meter

publicado às 10:51


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