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LUMBER... QUÊ?

por LA DIVA, em 13.12.14

Lumbersexual, no mundo da moda, quer dizer, acho eu, género sexual lenhador e é a mais recente apropriação heterossexual, depois do metro, de códigos visuais do universo homossexual.

 

No mundo do design, porém, as fronteiras fazem elas próprias parte dos conceitos e, muitas vezes, é difícil distingui-las.

 

 

lumbersexual.jpg

 

Por mim podem até achar a sétima maravilha das sexy male creatures, mas eu dispenso. Nem que seja o simpático Jo Manganiello, de True Blood.

 

Não acho nada sexy. E barbas por limpar tendem a chamar criaturas bizarras para si, e também para os outros.

 

 Machos destes, de machado em riste, prontos a dar cabo de mais uma preciosa porção de floresta...

 

machad.jpg

 

Que imagem assustadora!

 

Além disso, se não querem ser Adónis dos jardins, o mais provável é que se ponham a tresandar a suor humano e a trufas e a lodo dos bosques.

 

É normal, claro, se a causa for andar com a mesma camisa de quadrados semanas a fio, sem tomarem banho, até que ela decida rasgar-se. Nessa altura, é bem capaz de já terem aprendido a fazer uma tina de madeira onde despejem uns bons litros de água fria e lavem o torso com sabão azul e branco. Ou então exigir que as mulheres lhes remendem os rasgões.

 

Os verdadeiros lenhadores era o que faziam. Agora que mal existem bosques, hão-de ir brincar aos lenhadores para as selvas urbanas.

 

E, como digo, um machado em riste, seja numa cidade ou numa aldeia, é uma coisa muito violenta para o meu gosto. É como uma arma de fogo. Não, é mais primitivo ainda.

 

lumber 2.jpg

 

Mesmo assim, nada nos garante que as mulheres não voltem a achar graça a remendar as camisas rasgadas dos lenhadores.

 

Nunca se sabe.

 

lumber3.jpg

 

Além disso, há ainda outro perigo, real. Ainda alguém se lembra de lançar uma moda feminina equivalente. Ora, equivalente, equivalente, assim de repente, só me lembro das mulheres operárias, de bata azul e costas vergadas pelo capataz das fábricas.

 

Não, não acho graça nenhuma.

 

Sobretudo, ao machado. Que ideia tenebrosa. 

 

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publicado às 22:24


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