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Mulheres & pneus

por LA DIVA, em 09.08.14

A Gata Audrey


A diva observadora


Mulheres e pneus não são todos iguais, mas um Lamborghini é sempre um Lamborghini. E bate-nos aos pontos.

As mulheres lingrinhas já metem de vez em quando os homens, que não são todos iguais, na linha. Mas meter na linha não é o mesmo que manter a linha. Em contrapartida, ainda não se atrevem a olhar de alto para as boazonas, que ficam muito mais acima na escala de valores do leilão. Aos velhos, ainda os importunam um bocadinho, não muito, que eles riem-se da pequena. Com a vozinha miúda, as lingrinhas tentam feri-los na virilidade, lembrar-lhes a impotência da idade, que eles até confirmam. Aos novos já só conseguem lutar, não lhes ligando, referindo-se provavelmente ao motor. Não lhes ligam o motor. Mas eles conseguem afiná-la.

Mesmo assim, é um silêncio monstruoso, de tanto que ilumina aquela espécie alienígena a que pertence um Lamborghini. As mulheres são para rodar, como os carros, foi o que eu ouvi dizer, esta manhã mesmo. Mas uma mulher muito rodada não é o mesmo que uma mulher com uma saia com roda. A boazona XXL da Pirelli se não sabe isso, também não lhe importa.

O que está em discussão é o direito dela, inalienável, mais o do seu tamanho áureo, em coabitar democraticamente ao lado das magras (não das lingrinhas) num calendário da tal espécie alienígena.



Sem um Lamborghini veneno, ainda havemos de ir à oficina de mecânica para trocar os pneus. Ainda havemos de dar de caras com a boazona XXL da Pirelli, de rabo para o ar, pespegada numa parede toda suja de óleo queimado. E haveremos de nos sentir, não magras, mas lingrinhas e insignificantes. Como é que se pode competir com um tamanho daqueles, agora prestes a ficar legalizado na escala de valores do mundo Top model? Há poucas hipóteses, pois.

A gordura formusura passou a pneu inestético. É preciso que seja derretido, no ginásio, na lipo ou na fome. Enquanto isso, os outros pneus ficam para os carros. Velhos ou novos, serão sempre e apenas pneus. E as mulheres novas, não percebo se todas elas, lingrinhas, magras ou boazonas, são trocadas depois de rodadas alguns quilómetros. Exatamente, como os homens fazem com os carros. Por isso, as mulheres são como os carros. Têm quilometragem e rodado, chassis e para-choques, pintura, pneus e, ao que ouço os homens dizer, também buzinas.

Ah, e tal como os carros, aparecem muito para fazer vender carros. São lindas e invejamo-las, embora nos stands quase não haja mulheres para os vender. Se aparece alguma vee com um homem porque, assim como assim, não percebemos grande coisa de carros. Ainda que já devessemos saber alguma coisa de tanta semelhança que temos com carros e de tantas horas, meses e anos passados coladas nas paredes das oficinas de carros em calendários pirélicos.


Leiam, a seguir, no meu diário de campo, a crónica que suscitou esta reflexão automobilística da Diva.
Depois, digam alguma coisa, de preferência sobre mulheres, que de carros...

Agora, vou dormir com a minha gata áurea, a Audrey.

Lá Diva
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publicado às 14:38


1 comentário

De Juliana a 11.08.2014 às 19:01

Gostei...começo a ficar fã das suas crónicas. Continue. Bom trabalho.

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