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Bang bang, o meu batom é uma arma

por LA DIVA, em 14.08.14

Uma diva tem sempre um batom vermelho dentro da bolsa, pronto a usar. Um batom vermelho é assim como uma arma de defesa pessoal que deve ser transportado numa bolsinha. Esta deve ser de cetim vermelho e negro, de modo a condizer com o batom.

 

O batom vermelho também é uma arma de ataque. Um ataque de charme, quero eu dizer.

 

Com tanta versatilidade, o batom corre, no entanto, o risco de se tornar um objeto pragmático, um bang-bang de film noir.

Quero, bang.

Seduzir, bang.

Quero seduzir, bang-bang. 

 

 

 

Mas para que haja uma morte de amor, não se pode ser pragmática. Tem que se ser sonhadora, que é um bocado o contrário.

 

A morte de amor é uma arte lenta, não é uma arte das pressas.

 

Mas um batom não se torna assim num bang-bang sem mais nem menos. É preciso personalizá-lo, namorá-lo para o tornar num cúmplice, numa alma gémea. Então, sim, ambos já se tornam uma dupla invencível, uma espécie de Bonnie and Clyde do crime do charme.

 

Diva, - perguntam-me as minhas amigas – onde raio arranjas tu um batom desses?

 

Eu digo-lhes sempre que isso dá um bocado de trabalho, personalizar um batom. Normalmente, não se encontram nas lojas, mesmo nas mais caras. É que os batons costumam vir em série, todos iguais. Por isso é que às vezes nada resulta, nem mesmo com o batom mais elegante e caro. O ideal seria conseguirmos perceber de imediato como ficaríamos se usássemos um determinado batom que vimos na loja. Às vezes, temos de passar por várias experiências até podermos decidir com consciência qual o batom bang-bang que nos fica a matar, salvo seja.

 

 

 

Hoje, vai estar uma lua cheia grande. De tão grande até parece que ocupa o céu todo. Mas não se iludam. Por detrás dela é que estão as estrelas.

 

Good night, Lauren.

 

http://youtu.be/LJfKELw83I0

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publicado às 16:27



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